Considerações

Somos espíritos passando por uma experiência humana. Como e o quê vamos fazer, partindo dessa premissa, depende única e exclusivamente de cada um. Convido todos a participarem dessa jornada com responsabilidade nos deveres a cumprir individual e socialmente. Espero poder auxiliar fazendo minha parte. Peço paciência e desprendimento para que possa fazer um bom trabalho.


quarta-feira, abril 07, 2010

A Moral das Histórias

Recentemente acompanhamos o desfecho de um julgamento por crime de morte de uma criança. Analisando o fato em si, podemos fazer algumas considerações sobre toda a situação envolvendo esse julgamento. Observamos que os réus, já estavam condenados por uma parte da sociedade, com direito a manifestação pública frente ao fórum, cartazes com frases condenatórias, um verdadeiro circo, pessoas julgando outras sem levar em consideração que, no caso em questão, existiam profissionais que trabalharam para que o resultado do julgamento fosse condizente com o crime em si.
Será que esse tipo de postura auxilia no progresso da sociedade, no sistema organizacional? Ou influencia de forma negativa a mente de profissionais envolvidos no trabalho, fazendo com que a análise clara e objetiva seja desviada do contexto real ?
Podemos até fazer uma analogia. Quando Jesus foi levado perante Pôncio Pilatos, no seu julgamento, os judeus clamavam por sua morte, exigiram mesmo sua morte, fazendo com que Pôncio Pilatos “lava-se as mãos” pois, não podia ficar “mal” perante Roma, indo contra o pedido dos romanos. Então Jesus foi assassinado, com requintes de crueldade. Na exigência dos cidadãos daquela sociedade.
No exemplo dos casos de pedofilia envolvendo a igreja católica, a sociedade está começando a separar o pecado, do crime. Estão se organizando para que a lei seja respeitada e cumprida com rigor. Mas, ainda não vemos a sociedade como um todo se manifestar em prol de um futuro melhor, acabando com esses abusos de forma definitiva, exigindo a condenação da igreja por omissão aos crimes, pois passaram dos limites.
Uma parte da sociedade ainda não separa o crime, do pecado. Ainda vê, na pessoa do padre, algo de divino e inimputável. Verdadeiras aberrações também acontecem no Brasil e, mesmo sendo de conhecimento público, não vemos pessoas clamando por um julgamento adequado, com as leis dos homens sendo cumpridas dentro do seu rigor.
As Leis existem para que a sociedade se enquadre na convivência, cumpridores dessas leis, senão serão punidos com os rigores dessas. E os cidadãos da sociedade organizada devem obedecer a ordem das coisas e fiscalizar também, para que isso seja cumprido fielmente, de uma forma ordenada, com coerência.
Então, infelizmente qual é a moral da história? Que de acordo com as conveniências pessoais não se deve julgar, será tipo dois pesos e duas medidas, e quem não gostar, sarcasticamente falando, não querendo fazer um trocadilho, vá reclamar com o papa...

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