Considerações

Somos espíritos passando por uma experiência humana. Como e o quê vamos fazer, partindo dessa premissa, depende única e exclusivamente de cada um. Convido todos a participarem dessa jornada com responsabilidade nos deveres a cumprir individual e socialmente. Espero poder auxiliar fazendo minha parte. Peço paciência e desprendimento para que possa fazer um bom trabalho.


sábado, outubro 30, 2010

Estou Fazendo Minha Parte

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático.Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado aqui, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
(Arnaldo Jabor)

sábado, outubro 09, 2010

Observando as Pessoas III

Ao sentar em qualquer casa de lanches ou restaurante, ou mesmo estando parado em filas de espera, observe as pessoas, até em mesas ocupadas ao seu redor. Ouça o que falam. Escute o que as pessoas se têm a dizer. Freqüente grupo de pessoas, famílias, observe o ambiente mais próximo nas horas de lazer, quando do trabalho as pessoas não mais estiverem ocupadas.
Com espanto verificará o vazio de tudo sobre o que as pessoas conversam, quando não podem falar a respeito de suas ocupações em geral. Sentirá intuitivamente até a aversão, o vazio dos pensamentos, a estreiteza opressora do círculo de interesses, como também a assustadora superficialidade, tão logo você se ocupe disso de modo sério e com aguda observação.
Certa vez, o Mestre Luigi em uma de suas conversas de puro ensinamento, nos contou sobre uma observação que fez tomando um café em lanchonete. Disse que notou uma pessoa, durante um longo tempo, que lia um livro na maior atenção, compenetrada na leitura, e o livro tinha como título: “O Osso”. Lembro-me dele dissertando sobre o que levaria alguém a se envolver na leitura, por muito tempo, de um livro com um título desses. Quanta superficialidade, não? O que aquele livro traria de contribuição para a vida daquela pessoa?
Na verdade, nas poucas exceções que então encontrará, cujas palavras em horas de lazer da vida cotidiana são decorrentes de anseio pelo aperfeiçoamento da alma, parecerá até estranho, solitário mesmo, como em meio à turbulência de um parque de diversões.
Exatamente nessas, assim chamadas horas de lazer, é que conseguirá reconhecer com maior facilidade o íntimo verdadeiro do ser humano, depois que o apoio externo e o campo específico de seus conhecimentos cessam, com o afastamento de suas atividades profissionais costumeiras. O que então restar é o autêntico indivíduo. Olhe para ele, escute suas palavras com neutralidade. Em breve terá que interromper as observações, por tornarem-se insuportáveis.
Profunda tristeza nos toma conta quando reconhecemos quantos seres humanos atravessam unilateralmente a existência terrena, vendo sempre apenas o plano mundano diante de si. Preocupam-se com a comida, com a bebida, tratam de acumular quantidade maior ou menor de valores terrenos, esforçam-se por obter prazeres corporais e consideram quaisquer reflexões sobre coisas que não podem “ver”, como desperdício de tempo que, na opinião deles, poderia ser empregado muito melhor em “lazer”.
Não podem compreender nem jamais compreenderão que a existência terrena, com todos os seus prazeres e alegrias, só têm real conteúdo quando se fica de certo modo familiarizado com o mundo espiritual, conhecendo os efeitos recíprocos que a ele nos ligam, não tendo mais assim a sensação de estar entregue a acasos. Repelem isso para longe de si, na falsa concepção de que se existe um mundo espiritual, dele só lhes poderia advir incômodos ou também pavores, logo que com ele se ocupassem.
Tolos são os que passam por tudo isso! Covardes, aos quais as maravilhosas alegrias de um progredir corajoso permanecerão sempre a mercê do ambiente metafísico, que os levarão ao desencarnarem, às mais longínquas distâncias, em planetas primitivos na escala primordial das existências na Criação.